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LEI Nº 13.932, DE 11 DE DEZEMBRO DE 2019

LEI Nº 13.932, DE 11 DE DEZEMBRO DE 2019

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Finalmente a multa de 10% sobre os depósitos do FGTS será extinta a partir de 01/01/2020. Trata-se de uma antiga reivindicação do segmento econômico do transporte de cargas e de suas entidades representativas. A NTC, quando reuniu e discutiu as propostas de reforma trabalhista, também incluiu a extinção da multa rescisória de 10% sobre o saldo do FGTS criada pela Lei Complementar 110, pois há muito tempo ela deixou de fazer sentido e só onerava o setor produtivo, sendo destinada a União Federal e não ao trabalhador. A MP 905, de 11/11/2019 também prevê o término dessa multa. Com a publicação da Lei 13.932, de 11/12/2019, em seu artigo 12, fica extinta a multa de 10%, a partir de 01/01/2020, mas os empregadores continuam com a obrigação de depósito na conta vinculada do trabalhador, dos 40% sobre o saldo do FGTS, na rescisão do contrato de trabalho, por força do disposto no artigo 18, da Lei 8.036/90.

Narciso Figueirôa Júnior

Vigência
Vigência Mensagem de veto
Conversão da Medida Provisória nº 889, de 2019

Altera a Lei Complementar nº 26, de 11 de setembro de 1975, e as Leis nos 8.036, de 11 de maio de 1990, 8.019, de 11 de abril de 1990, e 10.150, de 21 de dezembro de 2000, para instituir a modalidade de saque-aniversário no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e assegurar o equilíbrio econômico-financeiro do Fundo, dispor sobre a movimentação das contas do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e sobre a devolução de recursos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), alterar disposições sobre as dívidas do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), e extinguir a cobrança da contribuição de 10% (dez por cento) devida pelos empregadores em caso de despedida sem justa causa.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o  A Lei Complementar nº 26, de 11 de setembro de 1975, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art.4º  ………………………………………………………………………………………………………..

  • § 1º Fica disponível a qualquer titular da conta individual dos participantes do PIS-Pasep o saque integral do seu saldo a partir de 19 de agosto de 2019.

I – (revogado);

II – (revogado);

III – (revogado);

IV – (revogado);

V – (revogado);

VI – (revogado).

  • § 2º (Revogado).
  • § 3º (Revogado).
  • § 4º Na hipótese de morte do titular da conta individual do PIS-Pasep, o saldo da conta será disponibilizado aos seus dependentes, de acordo com a legislação da Previdência Social e com a legislação específica relativa aos servidores civis e aos militares.
  • § 4º-A. Na hipótese prevista no § 4º deste artigo, quando o titular da conta individual do PIS-Pasep não possuir dependentes, o saldo da conta será disponibilizado aos seus sucessores, nos termos estabelecidos em lei.
  • § 5º Os saldos das contas individuais do PIS-Pasep ficarão disponíveis aos participantes de que tratam o caput e o § 1º deste artigo ou, na hipótese de morte do titular da conta individual, aos seus dependentes ou sucessores, observado o disposto nos §§ 4º e 4º-A deste artigo, independentemente de solicitação.
  • § 6º A disponibilização dos saldos das contas individuais de que trata o § 1º deste artigo será efetuada conforme cronogramas de atendimento, critérios e forma estabelecidos pela Caixa Econômica Federal, quanto ao PIS, e pelo Banco do Brasil S.A., quanto ao Pasep.
  • § 7º (Revogado).
  • § 8º Na hipótese de conta individual de titular já falecido, as pessoas referidas nos §§ 4º e 4º-A deste artigo poderão solicitar o saque do saldo existente na conta do titular independentemente de inventário, sobrepartilha ou autorização judicial, desde que haja consenso entre os dependentes ou sucessores e que estes atestem por escrito a autorização do saque e declarem não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos.” (NR)

Art. 2º A Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art.3º  ………………………………………………………………………………………………………..

  • § 1º A Presidência do Conselho Curador será exercida pelo Ministro de Estado da Economia ou por representante, por ele indicado, da área fazendária do governo.

………………………………………………………………………………………………………………………

  • § 3º Os representantes dos trabalhadores e dos empregadores e seus suplentes serão indicados pelas respectivas centrais sindicais e confederações nacionais, serão nomeados pelo Poder Executivo, terão mandato de 2 (dois) anos e poderão ser reconduzidos uma única vez, vedada a permanência de uma mesma pessoa como membro titular, como suplente ou, de forma alternada, como titular e suplente, por período consecutivo superior a 4 (quatro) anos no Conselho.

…………………………………………………………………………………………………………………….

  • § 4º-A. As reuniões do Conselho Curador serão públicas, bem como gravadas e transmitidas ao vivo por meio do sítio do FGTS na internet, o qual também possibilitará acesso a todas as gravações que tiverem sido efetuadas dessas reuniões, resguardada a possibilidade de tratamento sigiloso de matérias assim classificadas na forma da lei.

…………………………………………………………………………………………………………………….

  • § 8º O Poder Executivo designará, entre os órgãos governamentais com representação no Conselho Curador do FGTS, aquele que lhe proporcionará estrutura administrativa de suporte para o exercício de sua competência e que atuará na função de Secretaria Executiva do colegiado, não permitido ao Presidente do Conselho Curador acumular a titularidade dessa Secretaria Executiva.

…………………………………………………………………………………………………………………….

  • § 10. Os membros do Conselho Curador do FGTS serão escolhidos dentre cidadãos de reputação ilibada e de notório conhecimento, e deverão ser atendidos os seguintes requisitos:

I – ter formação acadêmica superior; e

II – não se enquadrar nas hipóteses de inelegibilidade previstas nas alíneas “a” a “q” do inciso I do caput do art. 1º da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990.” (NR)

Art. 4º O gestor da aplicação dos recursos do FGTS será o órgão do Poder Executivo responsável pela de habitação, e caberá à Caixa Econômica Federal (CEF) o papel de agente operador.” (NR)

“Art.5º  …………………………………………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………………………………..

IV – aprovar as demonstrações financeiras do FGTS, com base em parecer de auditoria externa independente, antes de sua publicação e encaminhamento aos órgãos de controle, bem como da distribuição de resultados;

V – adotar as providências cabíveis para a correção de atos e fatos do gestor da aplicação e da CEF que prejudiquem o desempenho e o cumprimento das finalidades no que concerne aos recursos do FGTS;

……………………………………………………………………………………………………………………..

XIV – (revogado);

XV – autorizar a aplicação de recursos do FGTS em outros fundos de investimento, no mercado de capitais e em títulos públicos e privados, com base em proposta elaborada pelo agente operador, devendo o Conselho Curador regulamentar as formas e condições do investimento, vedado o aporte em fundos nos quais o FGTS seja o único cotista;

XVI – estipular limites às tarifas cobradas pelo agente operador ou pelos agentes financeiros na intermediação da movimentação dos recursos da conta vinculada do FGTS, inclusive nas hipóteses de que tratam os incisos V, VI e VII do caput do art. 20 desta Lei.

  • § 1º O Conselho Curador será assistido por um Comitê de Auditoria e Riscos, constituído na forma do Regimento Interno, cujas atribuições e condições abrangerão, no mínimo, aquelas estipuladas nos arts. 24 e 25, §§ 1º a 3º, da Lei nº 13.303, de 30 de junho de 2016, ao Comitê de Auditoria Estatutário das empresas públicas e sociedades de economia mista que forem aplicáveis, ainda que por similaridade, ao FGTS, e cujas despesas serão custeadas pelo Fundo, por meio de sua Secretaria Executiva, observado o disposto no § 3º deste artigo.
  • § 2º O Conselho Curador poderá ser assistido regularmente por pessoas naturais ou jurídicas especializadas em planejamento, em gestão de investimentos, em avaliação de programas e políticas, em tecnologia da informação ou em qualquer outra especialização julgada necessária para subsidiá-lo no exercício de suas atribuições, e as despesas decorrentes ficarão a cargo do FGTS, observado o disposto no § 3º deste artigo.
  • § 3º Os custos e despesas incorridos pelo FGTS não poderão superar limite a ser estabelecido pelo Conselho Curador, o qual observará, no mínimo, os custos por atividades, os ganhos de escala e produtividade, os avanços tecnológicos e a remuneração praticada por outros fundos no mercado de capitais, excluídos da base de cálculo aqueles cuja administradora receba remuneração específica, e incluirão:

I – os serviços de fiscalização, as atividades de arrecadação, de cobrança administrativa e de emissão de certidões;

II – os serviços de cobrança judicial dos créditos inscritos em dívida ativa;

III – os serviços contratados pela Secretaria Executiva para suporte às ações e decisões do Conselho Curador e do Comitê de Auditoria e Riscos, bem como os valores despendidos com terceiros;

IV – a capacitação dos gestores.

  • § 4º O Conselho Curador especificará os serviços de suporte à gestão e à operação que poderão ser contratados pela Secretaria Executiva com recursos do FGTS, cabendo-lhe aprovar o montante destinado a tal finalidade no orçamento anual.
  • § 5º As auditorias externas contratadas pelo Comitê a que se refere o § 1º deste artigo não poderão prestar serviços ao agente operador durante a execução dos contratos de auditoria com o FGTS.
  • § 6º O limite de custos e despesas a que se refere o § 3º deste artigo não inclui taxas de risco de crédito e demais custos e despesas devidos ao agente operador e aos agentes financeiros.
  • § 7º O limite de que trata o § 3º deste artigo será, em cada exercício, de até 0,04% (quatro centésimos por cento) do valor dos ativos do FGTS ao final do exercício anterior, e, até a publicação das respectivas demonstrações financeiras, esse limite será calculado a partir de estimativas divulgadas pelo Conselho Curador para o valor dos ativos do FGTS ao final daquele exercício.
  • § 8º A taxa de administração do FGTS devida ao agente operador não será superior a 0,5% (cinco décimos por cento) ao ano do valor total dos ativos do Fundo. (Vigência)
  • § 9º A taxa de administração de que trata a alínea “d” do inciso XIII do caput deste artigo não será superior a 0,5% (cinco décimos por cento) ao ano do valor total dos ativos do FI-FGTS.” (NR) (Vigência)

“Art. 6º Ao gestor da aplicação compete:

…………………………………………………………………………………………………………………….

IV – acompanhar a execução dos programas de habitação popular, saneamento básico e infraestrutura urbana previstos no orçamento do FGTS e implementados pela CEF, no papel de agente operador;

…………………………………………………………………………………………………………..” (NR)

“Art. 7º………………………………………………………………………………………………………….

…………………………………………………………………………………………………………………….

III – definir procedimentos operacionais necessários à execução dos programas estabelecidos pelo Conselho Curador, com base nas normas e diretrizes de aplicação elaboradas pelo gestor da aplicação;

……………………………………………………………………………………………………………………

VI – elaborar as demonstrações financeiras do FGTS, incluídos o Balanço Patrimonial, a Demonstração do Resultado do Exercício e a Demonstração de Fluxo de Caixa, em conformidade com as Normas Contábeis Brasileiras, e encaminhá-las, até 30 de abril do exercício subsequente, ao gestor de aplicação;

VII – implementar atos emanados do gestor da aplicação relativos à alocação e à aplicação dos recursos do FGTS, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Curador;

…………………………………………………………………………………………………………………..

X – realizar todas as aplicações com recursos do FGTS por meio de sistemas informatizados e auditáveis;

XI – colocar à disposição do Conselho Curador, em formato digital, as informações gerenciais que estejam sob gestão do agente operador e que sejam necessárias ao desempenho das atribuições daquele colegiado.

Parágrafo único. O gestor da aplicação e o agente operador deverão dar pleno cumprimento aos programas anuais em andamento, aprovados pelo Conselho Curador, e eventuais alterações somente poderão ser processadas mediante prévia anuência daquele colegiado.” (NR)

“Art. 8º O gestor da aplicação, o agente operador e o Conselho Curador do FGTS serão responsáveis pelo fiel cumprimento e observância dos critérios estabelecidos nesta Lei.” (NR)

“Art. 9º As aplicações com recursos do FGTS serão realizadas exclusivamente segundo critérios fixados pelo Conselho Curador do FGTS e em operações que preencham os seguintes requisitos:

…………………………………………………………………………………………………………………….

  • § 1º A rentabilidade média das aplicações deverá ser suficiente à cobertura de todos os custos incorridos pelo Fundo e ainda à formação de reserva técnica para o atendimento de gastos eventuais não previstos, e caberá ao agente operador o risco de crédito.

……………………………………………………………………………………………………………………

  • § 6º-A. (VETADO).
  • § 6º-B. (VETADO).

………………………………………………………………………………………………………….” (NR)

“Art. 13…………………………………………………….…………………………………………………………..

………………………………………………………………………………………………………………….

  • § 5º (VETADO).

………………………………………………………………………………………………………….” (NR)

“Art. 17. O Poder Executivo assegurará a prestação de serviços digitais:

I – aos trabalhadores, que incluam a prestação de informações sobre seus créditos perante o Fundo e o acionamento imediato da inspeção do trabalho em caso de inadimplemento do empregador, de forma que seja possível acompanhar a evolução de eventuais cobranças administrativas e judiciais dos valores não recolhidos;

II – aos empregadores, que facilitem e desburocratizem o cumprimento de suas obrigações perante o Fundo, incluídos a geração de guias, o parcelamento de débitos, a emissão sem ônus do Certificado de Regularidade do FGTS e a realização de procedimentos de restituição e compensação.

Parágrafo único. O desenvolvimento, a manutenção e a evolução dos sistemas e ferramentas necessários à prestação dos serviços a que se refere o caput deste artigo serão custeados com recursos do FGTS.” (NR)

“Art. 17-A. O empregador ou o responsável fica obrigado a elaborar folha de pagamento e a declarar os dados relacionados aos valores do FGTS e outras informações de interesse do Ministério da Economia, por meio de sistema de escrituração digital, na forma, no prazo e nas condições estabelecidos em regulamento do Conselho Curador.

  • § 1º As informações prestadas na forma do caput deste artigo constituem declaração e reconhecimento dos créditos delas decorrentes, caracterizam confissão de débito e constituem instrumento hábil e suficiente para a cobrança do crédito de FGTS.
  • § 2º O lançamento da obrigação principal e das obrigações acessórias relativas ao FGTS será efetuado de ofício pela autoridade competente, no caso de o empregador não apresentar a declaração na forma do caput deste artigo, e será revisto de ofício, nas hipóteses de omissão, erro, fraude ou sonegação.”

“Art. 20. ……………………………………………………………………………………………………….

…………………………………………………………………………………………………………………….

VIII – quando o trabalhador permanecer três anos ininterruptos fora do regime do FGTS;

…………………………………………………………………………………………………………………….

XX – anualmente, no mês de aniversário do trabalhador, por meio da aplicação dos valores constantes do Anexo desta Lei, observado o disposto no art. 20-D desta Lei;

XXI – a qualquer tempo, quando seu saldo for inferior a R$ 80,00 (oitenta reais) e não houver ocorrido depósitos ou saques por, no mínimo, 1 (um) ano, exceto na hipótese prevista no inciso I do § 5º do art. 13 desta Lei;        (Vigência)

XXII – quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for, nos termos do regulamento, pessoa com doença rara, consideradas doenças raras aquelas assim reconhecidas pelo Ministério da Saúde, que apresentará, em seu sítio na internet, a relação atualizada dessas doenças.         (Vigência)

……………………………………………………………………………………………………………………….

  • § 23. As movimentações das contas vinculadas nas situações previstas nos incisos V, VI e VII do caput deste artigo poderão ser realizadas fora do âmbito do SFH, observados os mesmos limites financeiros das operações realizadas no âmbito desse sistema, no que se refere ao valor máximo de movimentação da conta vinculada, e os limites, critérios e condições estabelecidos pelo Conselho Curador.
  • § 24. O trabalhador poderá sacar os valores decorrentes da situação de movimentação de que trata o inciso XX do caput deste artigo até o último dia útil do segundo mês subsequente ao da aquisição do direito de saque.
  • § 25. O agente operador deverá oferecer, nos termos do regulamento do Conselho Curador, em plataformas de interação com o titular da conta, inclusive por meio de dispositivos móveis, opções para consulta e transferência, a critério do trabalhador, para conta de depósitos de sua titularidade em qualquer instituição financeira do Sistema Financeiro Nacional, dos recursos disponíveis para movimentação em decorrência das situações previstas neste artigo, cabendo ao agente operador estabelecer os procedimentos operacionais a serem observados.
  • § 26. As transferências de que trata o § 25 deste artigo não acarretarão a cobrança de tarifas pelo agente operador ou pelas demais instituições financeiras.” (NR)

“Art. 20-A. O titular de contas vinculadas do FGTS estará sujeito a somente uma das seguintes sistemáticas de saque:

I – saque-rescisão; ou

II – saque-aniversário.

  • § 1º Todas as contas do mesmo titular estarão sujeitas à mesma sistemática de saque.
  • § 2º São aplicáveis às sistemáticas de saque de que trata o caput deste artigo as seguintes situações de movimentação de conta:

I – para a sistemática de saque-rescisão, as previstas no art. 20 desta Lei, à exceção da estabelecida no inciso XX do caput do referido artigo; e

II – para a sistemática de saque-aniversário, as previstas no art. 20 desta Lei, à exceção das estabelecidas nos incisos I, I-A, II, IX e X do caput do referido artigo.”

“Art. 20-B. O titular de contas vinculadas do FGTS estará sujeito originalmente à sistemática de saque-rescisão e poderá optar por alterá-la, observado o disposto no art. 20-C desta Lei.”

“Art. 20-C. A primeira opção pela sistemática de saque-aniversário poderá ser feita a qualquer tempo e terá efeitos imediatos.

  • § 1º Caso o titular solicite novas alterações de sistemática será observado o seguinte:

I – a alteração será efetivada no primeiro dia do vigésimo quinto mês subsequente ao da solicitação, desde que não haja cessão ou alienação de direitos futuros aos saques anuais de que trata o § 3º do art. 20-D desta Lei;

II – a solicitação poderá ser cancelada pelo titular antes da sua efetivação; e

III – na hipótese de cancelamento, a nova solicitação estará sujeita ao disposto no inciso I do caput deste artigo.

  • § 2º Para fins do disposto no § 2º do art. 20-A desta Lei, as situações de movimentação obedecerão à sistemática a que o titular estiver sujeito no momento dos eventos que as ensejarem.”

“Art. 20-D. Na situação de movimentação de que trata o inciso XX do caput do art. 20 desta Lei, o valor do saque será determinado:

I – pela aplicação da alíquota correspondente, estabelecida no Anexo desta Lei, à soma de todos os saldos das contas vinculadas do titular, apurados na data do débito; e

II – pelo acréscimo da parcela adicional correspondente, estabelecida no Anexo desta Lei, ao valor apurado de acordo com o disposto no inciso I do caput deste artigo.

  • § 1º Na hipótese de o titular possuir mais de uma conta vinculada, o saque de que trata este artigo será feito na seguinte ordem:

I – contas vinculadas relativas a contratos de trabalho extintos, com início pela conta que tiver o menor saldo; e

II – demais contas vinculadas, com início pela conta que tiver o menor saldo.

  • § 2º O Poder Executivo federal, respeitada a alíquota mínima de 5% (cinco por cento), poderá alterar, até o dia 30 de junho de cada ano, os valores das faixas, das alíquotas e das parcelas adicionais constantes do Anexo desta Lei para vigência no primeiro dia do ano subsequente.
  • § 3º A critério do titular da conta vinculada do FGTS, os direitos aos saques anuais de que trata o caput deste artigo poderão ser objeto de alienação ou cessão fiduciária, nos termos do art. 66-B da Lei nº 4.728, de 14 de julho de 1965, em favor de qualquer instituição financeira do Sistema Financeiro Nacional, sujeitas as taxas de juros praticadas nessas operações aos limites estipulados pelo Conselho Curador, os quais serão inferiores aos limites de taxas de juros estipulados para os empréstimos consignados dos servidores públicos federais do Poder Executivo.
  • § 4º O Conselho Curador poderá regulamentar o disposto no § 3º deste artigo, com vistas ao cumprimento das obrigações financeiras de seu titular, inclusive quanto ao:

I – bloqueio de percentual do saldo total existente nas contas vinculadas;

II – impedimento da efetivação da opção pela sistemática de saque-rescisão prevista no inciso I do § 1º do art. 20-C desta Lei; e

III – saque em favor do credor.

  • § 5º As situações de movimentação de que trata o § 2º do art. 20-A desta Lei serão efetuadas com observância ao limite decorrente do bloqueio referido no § 4º deste artigo.
  • § 6º A vedação prevista no § 2º do art. 2º desta Lei não se aplica às disposições dos §§ 3º, 4º e 5º deste artigo.
  • § 7º Na hipótese de despedida sem justa causa, o trabalhador que optar pela sistemática saque-aniversário também fará jus à movimentação da multa rescisória de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 18 desta Lei.”

“Art. 23. Competirá à Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia a verificação do cumprimento do disposto nesta Lei, especialmente quanto à apuração dos débitos e das infrações praticadas pelos empregadores ou tomadores de serviço, que os notificará para efetuarem e comprovarem os depósitos correspondentes e cumprirem as demais determinações legais.

  • § 1º ……………………………………………………………………………………………………………..

…………………………………………………………………………………………………………………….

V – deixar de efetuar os depósitos e os acréscimos legais, após ser notificado pela fiscalização; e

VI – deixar de apresentar, ou apresentar com erros ou omissões, as informações de que trata o art. 17-A desta Lei e as demais informações legalmente exigíveis.

  • § 2º ……………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………..

  1. c) de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 300,00 (trezentos reais) por trabalhador prejudicado, na hipótese prevista no inciso VI do § 1º deste artigo.

……………………………………………………………………………………………………………………

  • § 5º O processo de fiscalização, de autuação e de imposição de multas reger-se-á pelo disposto no Título VII da CLT.

……………………………………………………………………………………………………………………

  • § 7º (VETADO).” (NR)

“Art. 23-A. A notificação do empregador relativa aos débitos com o FGTS, o início de procedimento administrativo ou a medida de fiscalização interrompem o prazo prescricional.

  • § 1º O contencioso administrativo é causa de suspensão do prazo prescricional.
  • § 2º A data de publicação da liquidação do crédito será considerada como a data de sua constituição definitiva, a partir da qual será retomada a contagem do prazo prescricional.
  • § 3º Todos os documentos relativos às obrigações perante o FGTS, referentes a todo o contrato de trabalho de cada trabalhador, devem ser mantidos à disposição da fiscalização por até 5 (cinco) anos após o fim de cada contrato.”

“Art. 26-A. Para fins de apuração e lançamento, considera-se não quitado o valor relativo ao FGTS pago diretamente ao trabalhador, vedada a sua conversão em indenização compensatória.

  • § 1º Os débitos reconhecidos e declarados por meio de sistema de escrituração digital serão recolhidos integralmente, acrescidos dos encargos devidos.
  • § 2º Para a geração das guias de depósito, os valores devidos a título de FGTS e o período laboral a que se referem serão expressamente identificados.”

“Art. 27. A apresentação do Certificado de Regularidade do FGTS, fornecido na forma do regulamento, é obrigatória nas seguintes situações:

…………………………………………………………………………………………………………” (NR)

Art. 3º A Lei nº 8.019, de 11 de abril de 1990, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 7º O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) disciplinará os critérios e as condições para devolução ao FAT dos recursos aplicados nos depósitos especiais de que trata o caput do art. 9º desta Lei e daqueles repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para fins do disposto no § 1º do art. 239 da Constituição Federal.

I – (revogado);

II – (revogado);

III – (revogado).

  • § 1º (Revogado).
  • § 2º (Revogado).
  • § 3º (Revogado).
  • § 4º A devolução dos recursos de que trata o caput deste artigo estará limitada, em cada exercício, à diferença entre o produto da arrecadação das contribuições devidas ao PIS e ao Pasep, deduzidos os recursos de que trata o § 1º do art. 239 da Constituição Federal, e os recursos necessários para o custeio do Programa de Seguro-Desemprego, o pagamento do abono salarial e o financiamento de programas de educação profissional e tecnológica, conforme estimativa do Codefat para essas arrecadações e dispêndios durante o exercício.” (NR)

“Art. 9º …………………………………………………………………………………………………………

………………………………………………………………………………………………………………………….

  • § 2º A reserva estabelecida no § 1º deste artigo não poderá ser inferior ao montante equivalente a 3 (três) meses de pagamentos do benefício do seguro-desemprego e do abono salarial de que trata o art. 9º da Lei nº 7.998, de 11 de janeiro de 1990, computados por meio da média móvel dos desembolsos efetuados nos 12 (doze) meses anteriores, atualizados mensalmente pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou por outro índice que vier a substituí-lo.

I – (revogado);

II – (revogado).

  1. a) (revogada);
  2. b) (revogada).

…………………………………………………………………………………………………………………………

  • § 8º As condições de utilização e de recomposição da reserva mínima de liquidez do FAT de que tratam os §§ 1º e 2º deste artigo serão disciplinadas em regulamento do Codefat.” (NR)

Art. 4º A Lei nº 10.150, de 21 de dezembro de 2000, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art.1º …………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………

  • § 2º …………………………………………………………………………………………………………….

…………………………………………………………………………………………………………………………

II – remuneração:

  1. a) pela Unidade Padrão de Capital (UPC) ou pelo índice que a suceder, até o encerramento do contrato de financiamento habitacional com cobertura do FCVS, para contratos com reajuste trimestral dos saldos devedores;
  2. b) pela Taxa Referencial (TR) ou pelo índice que a suceder na atualização dos saldos dos depósitos de poupança, para contratos com reajuste mensal dos saldos devedores e para os casos previstos na alínea “a” deste inciso após o encerramento do contrato;

…………………………………………………………………………………………………………………………

  • § 2º-A. As remunerações previstas nas alíneas “a” e “b” do inciso II do § 2º deste artigo serão acrescidas, a partir de 1º de janeiro de 1997, de:

I – juros à taxa efetiva de 3,12% (três inteiros e doze centésimos por cento) ao ano para as operações realizadas com recursos oriundos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou cuja origem não possa ser evidenciada;

II – juros de 6,17% (seis inteiros e dezessete centésimos por cento) ao ano, correspondentes à taxa efetiva de juros aplicada aos depósitos de poupança, para as operações realizadas com recursos comprovadamente não oriundos do FGTS.

…………………………………………………………………………………………………………………………

  • § 9º A taxa de juros referida no inciso II do § 2º-A deste artigo é citada com arredondamento na segunda casa decimal, correspondendo à taxa de juros de 0,5% (cinco décimos por cento) ao mês, e tem a finalidade única de estabelecer o percentual, fixo e invariável, dos juros remuneratórios, a ser adotado nas novações celebradas a partir da data de vigência desta Lei, independentemente de eventual alteração na taxa de juros remuneratórios aplicável aos depósitos de poupança.
  • § 10. A taxa de juros referida no inciso I do § 2º-A deste artigo é citada com arredondamento na segunda casa decimal, correspondendo à taxa de juros nominal de 3,08% (três inteiros e oito centésimos por cento) ao ano e de 0,256666% (duzentos e cinquenta e seis mil, seiscentos e sessenta e seis milionésimos por cento) ao mês, e tem a finalidade única de estabelecer o percentual, fixo e invariável, dos juros remuneratórios, a ser adotado nas novações de dívidas que envolvam recursos oriundos do FGTS ou cuja origem não possa ser evidenciada.” (NR)

“Art. 3º ………………………………………………………………………………………………………..

………………………………………………………………………………………………………………………….

  • § 17. Entre os débitos de que trata o inciso I do caput deste artigo incluem-se as contribuições ao FCVS, os prêmios do extinto Seguro Habitacional do Sistema Financeiro de Habitação (SH/SFH) e as contraprestações pela cobertura oferecida pelo Fundo nos termos do art. 1º da Lei nº 12.409, de 25 de maio de 2011.
  • § 18. Das obrigações para com contribuições ao FCVS, prêmios do extinto SH/SFH e contraprestações pela cobertura oferecida pelo Fundo, nos termos do art. 1º da Lei nº 12.409, de 25 de maio de 2011, será exigido o principal de cada obrigação, conforme valor registrado nos sistemas e controles da CEF, acrescido de encargos moratórios e penalidades aplicáveis em montante, limitado ao valor do principal das obrigações.
  • § 19. Para fins de comprovação de regularidade de recolhimento das contribuições ao FCVS até 31 de dezembro de 2018, serão considerados os valores registrados nos sistemas e controles da CEF até a referida data, não aplicado, nesses casos, o disposto no § 13 do art. 3º desta Lei.
  • § 20. Fica dispensada a comprovação pelos agentes financeiros de recolhimento de contribuição para aqueles contratos assinados do período de 16 de junho de 1967 a 31 de dezembro de 1977.
  • § 21. A apuração do valor das obrigações de responsabilidade do FCVS considerará os contratos selecionados para dedução de valor por antecipação de pagamento aos credores praticada pelo Fundo, conforme registrado nos sistemas e controles da CEF na posição de 31 de dezembro de 2018.
  • § 22. Nos processos de novação instruídos em conformidade com as disposições desta Lei deverá constar documento com a manifestação formal de concordância do credor quanto aos seus termos e condições.
  • § 23. A CEF utilizará os seguintes parâmetros estatísticos para a certificação da homologação dos saldos de responsabilidade do FCVS:

I – margem de erro aceitável de até 5% (cinco por cento) para contratos com valores de até R$ 100.000,00 (cem mil reais), de até 3% (três por cento) para contratos com valores entre R$ 100.000,01 (cem mil reais e um centavo) e R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), e de até 2% (dois por cento) para contratos com valores iguais ou superiores a R$ 300.000,01 (trezentos mil reais e um centavo); e

II – nível de confiança de até 90% (noventa por cento).” (NR)

“Art. 3º-A. Os créditos com valor já apurado e marcados como auditados nos sistemas e controles da CEF na posição de 31 de agosto de 2017 integrarão processos de novação, considerados a titularidade e o montante constantes nesses registros.

Parágrafo único. Não se aplica o disposto no § 23 do art. 3º desta Lei aos contratos referenciados no caput deste artigo.”

“Art. 29-A. Os processos de novação já concluídos, com a assinatura dos contratos pela União e a emissão de títulos em benefício do credor, são irrevogáveis e irretratáveis, vedado que, com base em mudança posterior do entendimento aplicado à época, sejam declaradas inválidas, nas esferas administrativa e controladora, situações plenamente constituídas, ressalvado o disposto nos §§ 5º, 7º, 11 e 16 do art. 3º desta Lei.”

Art. 5º Excepcionalmente para o exercício financeiro iniciado em 1º de julho de 2019, permanecerá facultada a retirada das parcelas correspondentes aos créditos de que tratam as alíneas “b” e “c” do caput do art. 3º da Lei Complementar nº 26, de 11 de setembro de 1975.

Art. 6º Sem prejuízo das situações de movimentação previstas no art. 20 da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, fica disponível aos titulares de conta vinculada do FGTS, até 31 de março de 2020, o saque de recursos até o limite de R$ 500,00 (quinhentos reais) por conta.

  • § 1º Na hipótese de o saldo da conta vinculada, na data de publicação da Medida Provisória nº 889, de 24 de julho de 2019, ser igual ou inferior ao valor do salário mínimo vigente à época, o saque de recursos de que trata o caput deste artigo poderá alcançar a totalidade do saldo da conta.
  • § 2º Os saques de que trata o caput deste artigo serão efetuados conforme cronograma de atendimento, critérios e forma estabelecidos pela Caixa Econômica Federal (CEF), permitido o crédito automático para conta de poupança de titularidade do trabalhador previamente aberta na CEF, desde que o trabalhador não se manifeste negativamente.
  • § 3º Na hipótese do crédito automático de que trata o § 2º deste artigo, o trabalhador poderá, até 30 de abril de 2020, solicitar o desfazimento do crédito ou a transferência do valor para outra instituição financeira, conforme procedimento a ser definido pelo agente operador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
  • § 4º As transferências para outras instituições financeiras previstas no § 3º deste artigo não poderão acarretar cobrança de tarifa pela instituição financeira.

Art. 7º Em 2019, a opção de que trata o caput do art. 20-C da Lei nº 8.036, de   11 de maio de 1990, somente poderá ser solicitada a partir de 1º de outubro e produzirá efeitos a partir de 1º de janeiro de 2020.

Art. 8º Em 2020, a movimentação da conta vinculada do FGTS em decorrência da situação prevista no inciso XX do caput do art. 20 da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, para os aniversariantes do primeiro semestre, observará o seguinte cronograma:

I – para aqueles nascidos em janeiro e fevereiro, os saques serão efetuados no período de abril a junho de 2020;

II – para aqueles nascidos em março e abril, os saques serão efetuados no período de maio a julho de 2020; e

III – para aqueles nascidos em maio e junho, os saques serão efetuados no período de junho a agosto de 2020.

Art. 9º A Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, passa a vigorar acrescida do Anexo a esta Lei.

Art. 10. O Ministério da Economia providenciará o desenvolvimento dos sistemas necessários para o cumprimento da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, no que se refere às suas atribuições.

Art. 11. No período de 90 (noventa) dias da publicação da primeira regulamentação a que se refere o art. 17-A da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, os empregadores ou responsáveis poderão incluir dados no sistema de escrituração digital sem incidência de sanção em decorrência da ausência de prestação de informações no prazo devido ou da prestação de informações com erros ou omissões.

Art. 12. A partir de 1º de janeiro de 2020, fica extinta a contribuição social instituída por meio do art. 1º da Lei Complementar nº 110, de 29 de junho de 2001.

Art. 13. O valor total dos benefícios de que trata o inciso I do § 6º-A do art. 9º da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, poderá, transitoriamente, nos exercícios de 2020 a 2022, superar os limites estabelecidos no referido inciso, desde que não ultrapasse, em relação à soma do resultado do FGTS auferido no exercício anterior e do valor total dos benefícios concedidos naquele exercício:

I – 40% (quarenta por cento), durante o exercício de 2020;

II – 38% (trinta e oito por cento), durante o exercício de 2021;

III – 36% (trinta e seis por cento), durante o exercício de 2022.

Art. 14. Ficam revogados:

I – os incisos I, II, III, IV, V e VI do § 1º e os §§ 2º, e 7º do art. 4º da Lei Complementar nº 26, de 11 de setembro de 1975;

II – os seguintes dispositivos da Lei nº 8.019, de 11 de abril de 1990:

  1. a) incisos I, II e III do caput e §§ 1º, 2º e 3º do art. 7º;
  2. b) incisos I e II do § 2º do art. 9º;

III – os seguintes dispositivos da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990:

  1. a) inciso XIV do caput do art. 5º;
  2. b) inciso III do § 5º do art. 13.

Art. 15. Esta Lei entra em vigor:

I – quanto aos §§ 8º e 9º do art. 5º e ao inciso I do § 6º-A do art. 9º incluídos pelo art. 2º à Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, a partir do dia 1º de janeiro de 2020;

II – quanto aos incisos XXI e XXII do caput do art. 20 incluídos pelo art. 2º à Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, após decorridos 180 (cento e oitenta) dias de sua publicação;

III – quanto aos demais dispositivos, na data de sua publicação.

Brasília, 11 de  dezembro de 2019; 198o da Independência e 131o da República.

JAIR MESSIAS BOLSONARO

Paulo Guedes

Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto

Este texto não substitui o publicado no DOU de 12.12.2019 e retificado no D.O.U. 12.12.2019 – Edição extra

ANEXO

(Anexo à Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990)

LIMITE DAS FAIXAS DE SALDO (Em R$)

ALÍQUOTA

PARCELA ADICONAL (EM R$)

de 00,01

até 500,00

50%

de 500,01

até 1.000,00

40%

50,00

de 1.000,01

até 5.000,00

30%

150,00

de 5.000,01

até 10.000,00

20%

650,00

de 10.000,01

até 15.000,00

15%

1.150,00

de 15.000,01

até 20.000,00

10%

1.900,00

Acima de 20.000,00

5%

2.900,00

Coordenação Nacional da COMJOVEM realiza reunião ordinária em São Paulo

Coordenação Nacional da COMJOVEM realiza reunião ordinária em São Paulo

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Da esquerda para direita, Marcelo Rodriguês, Diretor Financeiro, Eduardo Rebuzzi, Vice Presidente, André de Simone, Coordenador Nacional da COMJOVEM, Francisco Pelucio, Presidente da NTC, Joyce Bessa e Antônio Ruyz, Vices Coordenadores Nacional da COMJOVEM

 

A Coordenação Nacional da COMJOVEM realizou ontem, 12, na subsede da NTC em São Paulo a primeira reunião ordinária da nova gestão da comissão e contou com a presença do Coordenador, André de Simone, dos Vices, Antonio Ruyz e Joyce Bessa e da Assessora, Kamyla Pereira.

Na ocasião conversaram sobre diversos assuntos ligados a condução dos núcleos espalhados por todo o Brasil e comentaram sobre as metas e objetivos que irão nortear as atividades no próximo ano.

O Presidente, Francisco Pelucio e o Vice, Eduardo Rebuzzi juntamente do Diretor Financeiro, Marcelo Rodriguês, eleitos no último mês para conduzirem a Associação nos próximos 3 anos, a partir de Janeiro de 2020, participaram da reunião e falaram das iniciativas que serão implantadas na entidade e como a COMJOVEM será inserida para contribuir com as atividades previstas. Pelucio também ressaltou a importância da comissão para a NTC e o setor como um todo.

WhatsApp Image 2019-12-12 at 09.56.39.jpegRepresentantes da Volkswagen Caminhões e Ônibus

Os representantes das empresas Volkswagen Caminhões e Ônibus e Trade Vale Seguros, juntamente com Ravex e NoTrecho também passaram pela entidade e se reuniram com a coordenação, onde conversaram sobre projetos específicos para 2020 e as novidades das marcas que estão previstas para os próximos meses.

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O Coordenador Nacional da COMJOVEM, André de Simone comentou, “Foi um dia muito produtivo e estamos animados e engajados para dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado nestes 12 anos. A Comissão está em outro patamar e isso se deve a um trabalho em conjunto, e é isso que vamos continuar fazendo com o apoio de sempre da NTC e das demais entidades que compõem nossos 25 núcleos”.

Transporte ainda não se recuperou da crise econômica

Transporte ainda não se recuperou da crise econômica

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Fraco desempenho da atividade transportadora pode ser observado pelo baixo fluxo de veículos nas rodovias e pela queda nos índices do modal ferroviário

Enquanto a economia brasileira começa a dar pequenos sinais de que pode começar a se recuperar, o setor de transporte não traz números que apontam para um cenário otimista. De janeiro a setembro de 2019, o PIB (Produto Interno Bruto) do transporte caiu 0,1% enquanto o do Brasil subiu 1,0%. No mesmo período, os modos terrestre e aéreo registraram desempenho negativo, comparado com igual período do ano anterior. Apenas o aquaviário registrou um crescimento de 2,3%, na mesma base de comparação.

É o que revela a nova edição do estudo Transporte em Números, lançada nesta quinta-feira (12) pela CNT (Confederação Nacional do Transporte). A publicação consolida informações do cenário macroeconômico brasileiro e do desempenho do setor transportador. Mostra, ainda, o panorama em relação à economia em 2019, os reflexos para o transporte e como o setor tem enfrentado dificuldade, além de análises referentes a anos anteriores.

O segmento ainda se ressente da fraca demanda por bens e serviços, que perdura no Brasil há quase três anos. Um indicativo dessa estagnação está no fluxo de veículos nas rodovias pedagiadas do Brasil, que, apesar de ter registrado crescimento de janeiro a outubro deste ano, não teve desempenho suficiente para repor os prejuízos da recessão e devolver o fluxo ao patamar pré-recessão, em 2014. O volume de veículos leves cresceu 3,8%, e o de pesados, 4,5%, comparados com igual período do ano anterior.

Além disso, dados da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) mostram que, de janeiro a outubro de 2019, a produção ferroviária brasileira total caiu 11,8% em toneladas úteis transportadas (TU), na comparação com igual período de 2018. A CNT avalia que o modal ferroviário foi influenciado, possivelmente, pela desativação de barragens da Vale, após o rompimento da barragem em Brumadinho (MG), e por problemas estruturais com outras barragens no país.

“O transporte é um termômetro crucial da economia. Afinal, transportamos aquilo que é produzido no país. E, apesar de a economia apresentar indícios de leve recuperação, o setor ainda sente os efeitos da recessão econômica, tendo em vista que a procura por serviços de transporte permanece baixa no país”, comenta o presidente da CNT, Vander Costa.

Confira o estudo: https://cdn.cnt.org.br/diretorioVirtualPrd/39b6d11e-7996-4c2b-8894-6cf4e927f1cc.pdf

Capital nacional do caminhão ganha nova unidade do SEST SENAT

Capital nacional do caminhão ganha nova unidade do SEST SENAT

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Foi inaugurada nesta quinta-feira (12), em Itabaiana, uma estrutura com capacidade para realizar mais de 53 mil atendimentos ao ano

Cravada no agreste sergipano, a 57 quilômetros de Aracaju, Itabaiana é a Capital Nacional do Caminhão. São mais de 5.000 caminhões registrados pela ANTT no município e outros 4.000 são pertencentes a itabaianenses espalhados pelo Brasil. Toda essa frota em uma cidade de apenas 100 mil habitantes. É, portanto, a maior relação caminhão/por pessoa do país.

E o SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), que está no município há mais de uma década, inaugurou, nesta quinta-feira (12), sua nova unidade, na qual foram investidos aproximadamente, R$ 12,5 milhões.

O município tem localização estratégica para o transporte de cargas na região, sendo rota obrigatória para boa parte das mercadorias que saem e entram no Nordeste. Graças a essas características, desde a década de 1950, a cidade realiza, todo mês de junho, a Feira do Caminhoneiro, reunindo milhares desses profissionais.

O presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte) e dos Conselhos Nacionais do SEST e do SENAT, Vander Costa, explica que, com a inauguração da nova estrutura em Itabaiana, o SEST SENAT reforça seu compromisso de estar onde o trabalhador do transporte mais precisa. “Onde tem mercado transportador, tem SEST SENAT. E Itabaiana é um dos principais entroncamentos para o transporte de cargas no Nordeste. Queremos continuar induzindo o desenvolvimento regional e contribuindo para aprimoramento do setor e dos trabalhadores do transporte da região”, afirma.

Vander Costa ressalta que a gratuidade dos atendimentos dos trabalhadores do transporte só é possível devido à contribuição paga pelos transportadores. “O SEST SENAT está cumprindo sua responsabilidade de transformar esses recursos em resultados. O nosso trabalho contribui para aumentar a segurança no trânsito, melhorar a eficiência do transporte e reduzir os custos operacionais das empresas”, finaliza.

Com capacidade para realizar 53.802 mil atendimentos ao ano, a nova unidade oferece serviços de qualificação profissional e de saúde gratuitos para os trabalhadores do transporte e seus dependentes. A comunidade dos municípios do entorno também poderá usufruir dos serviços.

A nova estrutura tem 1.899,21m2 de área construída e conta com sala de treinamento em um simulador de direção de caminhão, carreta e ônibus, com capacidade para 15 alunos; três salas de aula, com capacidade para 25 alunos cada uma; e uma sala de treinamento de EaD, com capacidade para 18 alunos. Na área da saúde, a unidade possui quatro clínicas odontológicas, uma de fisioterapia, uma de nutrição e uma de psicologia. Tudo isso para proporcionar mais qualidade de vida aos trabalhadores do transporte.

Reconhecimento

O presidente do Conselho Regional Nordeste III do SEST SENAT, Alberto Almeida, convida as comunidades de Itabaiana e dos municípios vizinhos a conhecer e aproveitar a nova estrutura. “Como gestor do setor de transporte, posso fazer o seguinte comparativo: enquanto os trabalhadores do transporte geram mobilidade urbana ou escoam as produções, o SEST SENAT cuida da qualidade de vida e capacitação profissional deles e dos seus familiares.”

“Nós, itabaianenses, só temos a agradecer a essa instituição grandiosa que é SEST SENAT, pelos anos de amizade e parceria. E agora, com essa nova unidade, poderemos continuar valorizando os profissionais da capital nacional do caminhão”. Essas foram as palavras do prefeito do município sergipano, Valmir dos Santos Costa, durante a solenidade inauguração.

A nova unidade recebe o nome do empresário Nilton Rodrigues, em reconhecimento à sua contribuição para o desenvolvimento do setor do transporte de cargas de Sergipe. O empresário, que faleceu neste ano, foi homenageado e representado na manhã desta quinta-feira pela sua filha, a supervisora do Conselho Regional Nordeste III do SEST SENAT, Danielle Rodrigues, e pala sua esposa, Maria da Graça Rodrigues.

Nilton Rodrigues foi presidente do Setcese (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Sergipe), integrou a diretoria da Fetrabase (Federação das Empresas de Transporte dos Estados da Bahia e Sergipe), e, também, atuou como vice-presidente para o setor de cargas no Conselho Regional Nordeste IV do SEST SENAT.

Expansão

A inauguração da unidade de Itabaiana integra o plano de expansão do SEST SENAT em todo o Brasil. Desde 2017, outras 24 unidades já foram inauguradas: Porto Ferreira (SP), Paragominas (PA), Duque de Caxias (RJ), Limeira (SP), Mossoró (RN), Picos (PI), Carazinho (RS), Teotônio Vilela (AL), Serra Talhada (PE), Lages (RS), Sobral (CE), Itumbiara (GO), Guarujá (SP), Maringá (PR), Vilhena (RO), Ourinhos (SP), Votuporanga (SP), Serra (ES), João Câmara (RN), Concórdia (SC), Toledo (PR), Arapiraca (AL), Cajazeiras (PB), Umuarama (PR) e Ituiutaba (MG).

Ao todo, são 152 unidades espalhadas por todo o país. Atualmente, o SEST SENAT tem duas unidades operacionais no estado de Sergipe (Aracaju e Itabaiana).

Setor de serviços avança 0,8% em outubro, diz IBGE

Setor de serviços avança 0,8% em outubro, diz IBGE

Captura de Tela 2019-12-13 às 07.59.07.png(foto: Febrac/Divulgação)

 

O volume de serviços no país avançou 0,8% em outubro ante o mês anterior. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a alta foi de  2,7%. Os valores representam a segunda taxa positiva consecutiva e a sexta não sequencial de 2019. Também é o melhor resultado para meses de outubro desde 2012, quando ficou em 1%.

Já no acumulado de janeiro a outubro deste ano, o volume de serviços mostrou expansão de 0,8%. Em 12 meses indicador acumulado avançou 0,8% em outubro de 2019. De acordo com o IBGE, o setor assinala ganho de ritmo frente a agosto, com alta de 0,6%, e setembro, com 0,7%. Ficou abaixo, no entanto, da alta acumulada de 0,9% em julho.

Das cinco atividades pesquisadas, quatro tiveram expansão, lembrando que outubro de 2019 teve um dia útil a mais do que o mesmo mês de 2018, o que pode ter contribuído para uma maior efetivação de contratos de prestação de serviços.

O destaque ficaram com os serviços de informação e comunicação, que avançaram 3,2%, sendo o principal impacto positivo sobre o índice global. Segundo o IBGE, tal serviço foo impulsionado, em grande parte, pelo aumento da receita das empresas que atuam nos segmentos de portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet, de consultoria em tecnologia da informação, de desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis, de consultoria em tecnologia da informação e suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação.

A única influência negativa no acumulado do ano ficou com o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com queda de 2,7%. O recuo foi pressionado, pelo menor volume de receitas de transporte de cargas, de operação de aeroportos e de transporte rodoviário coletivo e aéreo, sendo ambos de passageiros.

No mês de outubro, as atividades turísticas tiveram crescimento de 1,5% frente ao mês imediatamente anterior. Foi a segunda taxa positiva seguida, período em que acumulou ganho de 6,6%. Nove das 12 unidades da federação acompanharam este movimento de crescimento observado no Brasil. O destaque ficou para o avanço de 5,8% no Rio de Janeiro. Em seguida está o Paraná, com 5,4%, e a Bahia, com 3,1%. No caminho contrário, o principal resultado negativo veio do Espírito Santo, com baixa de 4,8% nas atividades.

Das 27 unidades federativas, 22 tiveram resultado positivo no setor de serviços como um todo em outubro, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando o avanço geral de 0,8% observado no Brasil na série com ajuste sazonal.