O setor de transporte de cargas vem sendo constantemente testado; a cada dia surge uma nova tecnologia que promete facilitar os processos e eliminar algumas funções. No entanto, outras atividades aparecem, e precisamos de um número crescente de pessoas capacitadas para essas novas funções. O grande desafio do setor é não ficar para trás na evolução de um mundo onde todos buscam maior transparência em todas as frentes, incluindo a cadeia de logística e transportes.
O blockchain pode ser comparado a uma árvore genealógica, onde cada informação representa uma pessoa que nasce. Não podemos mudar os “pais” dessa pessoa, nem apagar sua existência ou alterar suas características. Assim funciona o blockchain: uma vez registrada, a informação não pode ser alterada ou excluída; apenas se pode adicionar uma nova informação na sequência, como um filho que nasce dessa pessoa.
Os contratos inteligentes são uma forma automática de garantir que isso aconteça. Ao cumprimento de determinados critérios, eles executam automaticamente um novo registro na blockchain.
Um exemplo prático e a operação de uma transportadora, onde cada etapa, desde a emissão da nota, aos documentos auxiliarias, ao manejo da carga, passagem em postos fiscais, até a entrega ao cliente final e pagamento, tudo pode ser registrado automaticamente através de Contratos Inteligentes na blockchain,onde ela não poderá ser alterada ou excluída, evitando que qualquer hacker consiga destruir essa informação.
As aplicações do blockchain no setor de cargas são diversas; todos podem ter acesso às fases do transporte, e a segurança de que o processo foi concluído é inquestionável. Com a ajuda dos contratos inteligentes, tudo pode ser otimizado. Os portos estão, a cada dia, se estruturando mais para essa tecnologia. Documentos de carga são digitalmente invioláveis. Um estudo da Gartner prevê que 20% das
empresas de logística global utilizarão plataformas baseadas em blockchain até 2025.
Os desafios são grandes; além de estarmos no Brasil, onde a tecnologia avança a passos lentos, enfrentamos a interoperabilidade, que se refere à falta de um padrão comum de operação entre diferentes blockchains, a regulamentação da tecnologia e sua validade jurídica, além do alto grau de investimento necessário. Sem contar o conhecido “custo Brasil”, que sem dúvida é um dos maiores desafios para a adoção dessa tecnologia.
A tecnologia blockchain pode ser um diferencial para as empresas que olham para o futuro, especialmente em um mercado altamente globalizado.
ReferênciasBibliográficas:
InfoMoney. Smartcontracts: o que são e como funcionam. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/guias/smart- contracts/#:~:text=A%20l%C3%B3gica%20por%20tr%C3%A1s%20de,n%C3%A3o%20h%C3%A1%2 0necessidade%20de%20intermedi%C3%A1rios%2C.
Gartner. Principais forças que moldam tecnologia e provedores de serviços até 2025. Disponível em: https://www.gartner.com.br/pt-br/artigos/principais-forcas-que-moldam-tecnologia-e-provedores-de- servicos-ate-2025.
Vorecol. Como a tecnologia blockchain pode revolucionar a transparência na cadeia de suprimentos. Disponível em: https://vorecol.com/pt/blogs/blog-como-a-tecnologia-blockchain-pode-revolucionar-a- transparencia-na-cadeia-de-suprimentos-95529.
Vorecol. Como a tecnologia blockchain pode revolucionar a transparência na cadeia de suprimentos. Disponível em: https://vorecol.com/pt/blogs/blog-como-a-tecnologia-blockchain-pode-revolucionar-a- transparencia-na-cadeia-de-suprimentos-95529.
FasterCapital. Introdução à interoperabilidade em blockchain. Disponível em: https://fastercapital.com/pt/tema/introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-interoperabilidade-em- blockchain.html.